Portugal no Mapa Internacional das Infeções Osteoarticulares: A Entrevista do Prof. Dr. Ricardo Sousa à Revista Spot
A Revista Spot publicou uma entrevista de fundo com o Prof. Dr. Ricardo Sousa sobre o percurso clínico e científico que tem ajudado a colocar Portugal no mapa internacional do tratamento das infeções osteoarticulares.
Da prótese dolorosa ao papel das equipas multidisciplinares, da segunda opinião médica ao próximo grande marco para Portugal — o congresso EBJIS-MSIS Porto 2026 — destacamos aqui os principais eixos da conversa.
INFEÇÕES OSTEOARTICULARES — UMA ÁREA DE ELEVADA COMPLEXIDADE?
A infeção periprotésica, a osteomielite e a infeção de material após fracturas têm em comum a presença de biofilme bacteriano em torno do osso ou do implante, que reduz a eficácia dos antibióticos isolados.
São complicações pouco frequentes, mas com impacto sério. A infeção periprotésica chega a apresentar mortalidade próxima de 20% aos cinco anos. Por isso, o tratamento exige sempre uma combinação de cirurgia especializada e antibioterapia dirigida, definida caso a caso.
GRIP — GRUPO DE INFEÇÃO OSTEOARTICULAR DO PORTO
O GRIP é um modelo de organização clínica que reúne ortopedia, infeciologia, microbiologia, cirurgia plástica e medicina interna em torno de cada doente.
Esta abordagem multidisciplinar tem efeitos claros: mais cura, menos cirurgias, internamentos mais curtos e decisões mais sólidas, porque a estratégia cirúrgica e antibiótica é pensada em conjunto desde o início.
PRÓTESE DOLOROSA — O DIAGNÓSTICO VEM ANTES DA CIRURGIA
Uma prótese dolorosa pode ter várias causas: infeção, soltura asséptica, instabilidade, mal-alinhamento, fibrose ou dor referida de outra origem. Por isso, a regra é simples: uma revisão protésica feita sem diagnóstico claro pode complicar um problema gerível.
O caminho correcto é a investigação estruturada — clínica, imagiológica, laboratorial e, quando indicado, microbiológica — antes de qualquer decisão cirúrgica.
SEGUNDA OPINIÃO MÉDICA — UMA EXPRESSÃO DE RESPONSABILIDADE
Pedir uma segunda opinião não é desconfiar do primeiro cirurgião, é uma decisão responsável perante uma cirurgia que vai marcar a vida do doente. Em casos de prótese dolorosa, revisão ou suspeita de infeção, uma avaliação adicional por uma equipa especializada pode confirmar o diagnóstico ou ajustar a estratégia.
PORTO 2026 — CONGRESSO MUNDIAL EBJIS-MSIS
Em setembro de 2026, o Porto acolhe pela primeira vez a reunião conjunta da EBJIS (European Bone and Joint Infection Society) e da MSIS (Musculoskeletal Infection Society), as duas principais sociedades mundiais dedicadas a esta área. É o reconhecimento internacional de um percurso coletivo que confirma a voz própria de Portugal neste campo.
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Artigo com base na entrevista Prof. Dr. Ricardo Sousa - Revista Spot
