
18 MAR 2024 | GRIP | INFEÇÕES OSTEOARTICULARES
O Grupo de Infeções Osteoarticulares do Porto (GRIP) nasceu com a missão de proporcionar um tratamento diferenciado e multidisciplinar aos doentes com este tipo de lesões. O fundador e coordenador, Ricardo Sousa, conta o caminho que o GRIP realizou para nos dias de hoje se posicionar na linha da frente mundial no tratamento de infeções osteoarticulares. Veja a entrevista em vídeo.
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João Lucas; José Queirós; Daniel Soares; André Carvalho; Filipa Pereira; Cláudia Santos; Ricardo Sousa e Miguel Araújo Abreu
DOI: https://www.mdpi.com/2076-2607/13/10/2241
Resumo
A infeção periprotésica articular (PJI) continua a ser uma das complicações mais desafiantes da artroplastia. As estratégias antibióticas ideais e o papel das equipas multidisciplinares (MDT) não estão totalmente definidos. Analisámos retrospetivamente 86 procedimentos cirúrgicos de PJI realizados entre 2017 e 2023 num centro terciário de referência. Foram recolhidos dados clínicos, microbiológicos, estratégia cirúrgica (desbridamento, antibióticos e retenção do implante – DAIR, cirurgia em um ou dois tempos) e regimes antibióticos utilizados.
Os resultados foram comparados entre diferentes classes de antibióticos e tipos de equipa de tratamento: ortopedia isolada, ortopedia com apoio da MDT e uma MDT dedicada (GRIP). O sucesso foi definido como sobrevivência livre de infeção sem necessidade de nova cirurgia.
A idade mediana dos doentes foi de 70 anos, com elevada comorbilidade e predominância de infeções monomicrobianas por Gram-positivos. Os regimes baseados em rifampicina estiveram associados a taxas de cura superiores às da terapêutica não dirigida ao biofilme (OR 4,9; IC 95%: 1,4–17,8). A combinação de flucloxacilina com rifampicina obteve resultados comparáveis às combinações rifampicina–fluoroquinolona.
O preditor mais forte de sucesso foi o envolvimento da MDT: nos procedimentos DAIR, a taxa de cura atingiu 100% com MDT versus 48% apenas com ortopedia (p = 0,025). Os resultados foram semelhantes entre equipas nas revisões em um e dois tempos.
Nesta coorte, a terapêutica baseada em rifampicina melhorou os resultados nas PJI estafilocócicas, e a flucloxacilina revelou-se uma alternativa válida como fármaco complementar. De forma crucial, a gestão por uma MDT — particularmente nos procedimentos DAIR — esteve associada a resultados superiores. Estes achados reforçam o valor de vias estruturadas de tratamento multidisciplinar da PJI, aliadas a estratégias antibióticas otimizadas.
Palavras‑chave: agentes antibacterianos / uso terapêutico; prótese da anca; prótese do joelho; abordagem multidisciplinar; infeções protésicas articulares.
Aceda ao artigo completo:
Website: https://www.mdpi.com/2076-2607/13/10/2241
PDF Version: https://www.mdpi.com/2076-2607/13/10/2241/pdf
Vantagens de uma Equipa Multidisciplinar no Tratamento das Infeções Osteoarticulares
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