
18 MAR 2024 | GRIP | INFEÇÕES OSTEOARTICULARES
O Grupo de Infeções Osteoarticulares do Porto (GRIP) nasceu com a missão de proporcionar um tratamento diferenciado e multidisciplinar aos doentes com este tipo de lesões. O fundador e coordenador, Ricardo Sousa, conta o caminho que o GRIP realizou para nos dias de hoje se posicionar na linha da frente mundial no tratamento de infeções osteoarticulares. Veja a entrevista em vídeo.
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Testemunho: Ana Paula
Patologia: Infeção prótese do joelho e fratura periprotésica
''Passei por prótese infetada, dores e várias operações, mas com o seguimento do Prof. Ricardo Sousa a perna está estável e consigo fazer a minha vida praticamente normal.''
Ana Paula Silva, 62 anos, vive há décadas com problemas no joelho esquerdo. Desde a adolescência que sofria de instabilidade articular, com episódios frequentes em que o joelho “saltava fora do lugar”. Com o passar dos anos, essa instabilidade evoluiu para uma artrose grave, levando à colocação de uma prótese aos 51 anos.
Durante nove anos, a prótese permitiu-lhe manter qualidade de vida. No entanto, em julho de 2023, uma queda numa escada de mármore mudou novamente o seu percurso clínico. O impacto provocou uma fratura do fémur junto à cabeça da prótese. Apesar de uma primeira cirurgia e da indicação de que “estava tudo bem”, a evolução revelou-se muito mais complexa.
Na tentativa de resolver a fratura e a falta de calcificação óssea, foi utilizado osso sintético. Pouco tempo depois surgiram sinais inflamatórios e dor intensa. Seguiram-se novas intervenções, incluindo uma lavagem cirúrgica, mas a ferida nunca chegou a cicatrizar. Desenvolveram-se múltiplas fístulas e sinais claros de infeção, num processo longo, doloroso e fisicamente desgastante.
Foi neste contexto que chegou à consulta com o Prof. Dr. Ricardo Sousa e a sua equipa. A decisão foi rápida e clara: era necessário remover todo o material infetado para controlar a infeção. Numa terceira cirurgia, foram retiradas a prótese, a cavilha e a placa existentes. Seguiu-se um período de recuperação exigente, marcado pela incerteza e pelo receio constante de perder a perna.
Em agosto de 2024, foi realizada a cirurgia de remoção do material infetado e, em setembro do mesmo ano, avançou-se para a colocação de uma nova prótese. Apesar de uma fratura posterior numa zona fragilizada do osso, a evolução acabou por ser positiva.
Hoje, apesar de alguma dor associada a um problema antigo no joelho, leva uma vida funcional e ativa. Sabe reconhecer os limites do corpo, mas não deixou de fazer aquilo que gosta. Mantém acompanhamento regular e desloca-se ao Porto, pelo menos uma vez por ano, para vigilância clínica.
Assista ao vídeo completo:
Para mais informações:
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